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10⁰ Fliaraxá apresenta exposições com temáticas afro-brasileiras | 10º Festival Literário de Araxá


O 10⁰ Festival Literário de Araxá – Fliaraxá – que acontece de 11 a 15 de maio, traz em sua programação duas exposições: “Objetos de Fé Afro-Brasileiros”, com oratórios do período colonial que revelam a sinergia entre o barroco e o devocionário dos negros, e “Muros Invisíveis”, com fotografias de 42 afroempreendedores da cidade de Araxá.

As mostras, de diferentes períodos históricos, trazem em comum a consonância com o tema desta edição do Festival, “Abolição, Independência e Literatura” ressaltando a relevância da história social e cultural do povo negro.

A exposição inédita “Muros Invisíveis” traz fotografias de 42 afroempreendedores da cidade de Araxá, registradas pelo fotógrafo Gabriel Andrade de Paula. As imagens serão exibidas em 23 totens, com cerca de dois metros de altura cada um, que vão ocupar o Centro de Araxá, na Avenida Antônio Carlos, entre a Igreja Matriz e o teatro Municipal Maximilano Ramos, do dia 6 ao dia 15 de maio, com acesso gratuito.

A mostra tem por objetivo dar visibilidade ao afroempreendedorismo e ao protagonismo do povo negro, além de romper com preconceitos relacionados a questões de raça e sexualidade.

“A exposição ‘Muros Invisíveis’ representa a diversidade, a alegria e a cultura do povo preto. Ela aproxima as pessoas com sua representatividade e afronta quem não quer nos enxergar, ou finge não ver. Não temos de combater o racismo, mas formar uma sociedade antirracista”, afirma uma das curadoras da mostra, Marisa Rufino, que, além de educadora social, faz parte da liderança da Central Única das Favelas – Cufa – em Araxá.
Marisa Aparecida Rufino Santos, curadora da exposição “Muros Invisíveis” e Liderança da Central Única das Favelas – Cufa Araxá também é uma das afroempreendedoras  fotografadas pela exposição — Foto: Gabriel Andrade de Paula

Marisa Aparecida Rufino Santos, curadora da exposição “Muros Invisíveis” e Liderança da Central Única das Favelas – Cufa Araxá também é uma das afroempreendedoras fotografadas pela exposição — Foto: Gabriel Andrade de Paula

Carlos Vinícius Santos, também curador da exposição e que atua no Centro de Referência da Cultura Negra de Araxá, destaca a importância de retratar afroempreendedores: “Em seus mais de 160 anos de história, Araxá não reconheceu o trabalho dessas pessoas, dentro de museus ou de qualquer outro ambiente, nem a importância e a relevância delas para a cidade”.

O critério para a escolha dos fotografados foi o impacto de suas ações na sociedade e em seus ambientes de trabalho.

“Resiliência e a vontade de mudar o meio onde vivem. A maioria das pessoas fotografadas superou em algum momento uma situação difícil. E o mais importante: todos contribuem muito culturalmente na construção de um mundo melhor”, afirma Marisa.

“A gente procurou também fotografar pessoas de variados bairros de Araxá e que possuam diferentes profissões”, acrescenta Carlos.

“Essa exposição é também uma forma de agradecer à população de Araxá por nos receber de forma tão acolhedora nestes dez anos de festival”, afirma Afonso Borges, idealizador do Fliaraxá.

“Objetos de Fé Afro-Brasileiros”

A forte espiritualidade africana atravessou o Atlântico, com os negros traficados, e escalou as montanhas de Minas Gerais. O legado foi a construção de um sincretismo religioso que, desde o período colonial, se faz presente em objetos de fé que fundem evocações e crenças e buscam incorporar a alma africana.

Na exposição “Objetos de Fé Afro-Brasileiros”, oratórios em diversos formatos e materiais traduzem essa sinergia construída pelo encontro de culturas dos povos formadores do Brasil. A mostra fica em cartaz no foyer do Teatro Municipal Maximiliano Ramos, localizado no Centro de Araxá, com entrada gratuita, de 9 a 31 de maio de 2022.

Dezenas de oratórios integram a exposição "Objetos de Fé Afro-Brasileiros — Foto: Íris Zanetti

Dezenas de oratórios integram a exposição “Objetos de Fé Afro-Brasileiros — Foto: Íris Zanetti

Com curadoria de Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, a exposição traz peças que estiveram onipresentes no espaço colonial, nas casas, na algibeira, na mina e na senzala, fundindo fé e cultura.

“Os oratórios de fatura afro-brasileira em exposição nessa mostra estão em seu estado original, tal como foram encontrados nas mais variadas situações. São instalações de diversos materiais que integram a fé e a arte, numa miscigenação do barroco com a alma africana”, afirma a colecionadora Angela Gutierrez.

Ela completa que estes objetos religiosos, construídos no início da formação da sociedade brasileira, podem proporcionar uma reflexão sobre como as adversidades da história uniram povos e que a africanidade é parte indissociável da cultura brasileira.

Produzidos nos mais diversos materiais e técnicas, os oratórios são originários de Minas Gerais e do Nordeste do Brasil, alguns com apenas 5 centímetros e outros que chegam a quase 2,5 metros de altura.

O Ministério do Turismo e a CBMM apresentam com exclusividade o 10º. Fliaraxá, com o patrocínio da Cemig e do Itaú e apoio da Rede Mater Dei de Saúde, Grupo Zema, Prefeitura Municipal de Araxá, Fundação Cultural Calmon Barreto, Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Inovação Tecnológica, CUFA – Central Única de Favelas de Araxá, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.



Fonte: G1


29/04/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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