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Família denuncia Polícia Militar por suposta agressão a um entregador que foi preso após briga em Ibiá; PM diz ter aberto processo para apurar


Em Ibiá, a família de um entregador de 35 anos denunciou à Polícia Civil uma suposta agressão sofrida por ele por parte da Polícia Militar (PM), após ele ter sido preso como suspeito de participar de uma briga em uma lanchonete no Centro do município. A família conta que a vítima foi agredida no Quartel da Polícia Militar com chutes e socos. A PM disse que abriu um processo para apurar a denúncia e a Civil abriu um inquérito para investigar o caso.

O entregador Gabriel Batista contou que não lembra de quase nada. Ele não quis conceder entrevista à TV Integração porque está com dificuldade para falar em função de um corte na boca. Entretanto, segundo o irmão dele, o motorista Christiano Wesley Batista, ele foi preso e agredido no quartel da PM após o registro de uma briga na lanchonete onde ele estava.

Polícias Militar e Civil

Sobre a agressão, a Polícia Militar informou que será aberto um processo de apuração para esclarecimento do fato e das circunstâncias.

Já a Polícia Civil instaurou um inquérito policial e apura detalhadamente as ações de ambas as partes.

Testemunha fala sobre o caso

Ariel Gama Vieira, que estava no mesmo local, foi uma testemunha que também foi presa na ocasião. Ele conta que viu Gabriel ser agredido no quartel da PM.

“Deram um soco nele e foi onde ele caiu e cortou a cabeça. Quando ele caiu, agrediram com chute, murro. O policial saiu para lavar a mão e eu fui e ajudei ele caído no chão”, disse.

A família disse que foi acionada por uma pessoa, que informou que Gabriel tinha sido preso e agredido, e que havia uma ambulância no quartel para levá-lo ao hospital. O primeiro contato da família com a polícia foi na Porta da Santa Casa, como contou o irmão de Gabriel.

“Inclusive quando eu cheguei na porta da Santa Casa tinha três policiais e eu questionei eles o que tinha acontecido. Eles falaram que ele tinha envolvido em uma briga na praça e eu falei que eles tinham macucado ele demais, aí eu perguntei o que aconteceu. E o próprio policial falou ‘foi eu que bati nele’. Aí eu disse que a ele que a gente ia procurar nossos direitos e o outro polícia falou que a gente poderia procurar que a gente não ia conseguir e que seria mais uma ocorrência. Eu tentei entrar na Santa Casa e eles me barraram, tive que acionar o advogado para eu entrar e ficar do lado do meu irmão”, contou Christiano Wesley Batista.

Em um relatório apresentado pela família, o médico responsável aponta que o paciente estava em observação devido à lesão corporal por meio de agressão com uso de força física da Polícia Militar.

Ainda segundo a família de Gabriel, ele recebeu alta da Santa Casa pouco depois e seguiu com o irmão até a delegacia, onde pagou fiança e foi liberado.

Questionado se o irmão dele agrediu os policiais, Cristiano afirmou que se houve ou não agressão de ambas as partes, o que a família quer é justiça.

“Se ele agrediu ou não, foi na hora da briga e isso vai ser investigado. Agora, o que aconteceu com ele, que ele estava andando na praça algemado e foi para o destacamento, nessa hora, o que eles fizeram com ele foi inadmissível, teve excesso de pancadaria. Meu irmão ficou desacordado muito tempo, a ambulância teve que buscar ele no quartel e não na praça. Queremos justiça”, finalizou.

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Fonte: G1


11/04/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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