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Fliaraxá: 'Abolição, Independência e Literatura' é o tema da 10ª edição que tem exposição, livraria, prêmio de redação e mais; confira


Com o tema “Abolição, Independência e Literatura”, a 10ª edição do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) ocorrerá entre os dias 11 e 15 de maio. O evento de 2022, será gratuito e terá exposição, livraria com espaço gastronômico e prêmio de redação focados no assunto. (Veja a programação durante a reportagem abaixo)

Com formato híbrido, as transmissões do Fliaraxá vão ser em diversos lugares da cidade: Grande Hotel, Teatro Municipal Maximiliano Rocha, Parque do Cristo, Fundação Cultural Calmon Barreto, praças e escolas de bairros periféricos.

Segundo a organização, os autores estarão presentes com audiência reduzida em alguns locais. Em outros, haverá lives sem a presença do público. O restante acontecerá apenas a transmissão digital, sempre pelas redes do evento (@Fliaraxa).

Imagem de campanha do evento — Foto: Divulgação

Imagem de campanha do evento — Foto: Divulgação

Destinado a estudantes das escolas públicas e privadas de Araxá, o tema da redação dessa edição é o mesmo do festival “Abolição, Independência e Literatura”.

A novidade deste ano é que os professores também será agraciados. O curador local do Fliaraxá, Rafael Nolli, destacou a importância dos doscentes.

“Os professores dedicam tempo, saem da grade curricular para fazer uma redação, e nada mais justo que o professor também seja contemplado. É uma forma do Fliaraxá de agradecer pela dedicação desses profissionais”, disse.

Outra novidade é que do 1º ao 5º lugar haverá prêmios nas três categorias existentes, separadas por idade. Os detalhes estão disponíveis no regulamento que pode ser acessado pelo site.

Autores independentes também serão aceitos.

De acordo com a organização, o tema “Abolição, Independência e Literatura” foi decidido por trazer à cena dois assuntos urgentes do ano de 2022: a questão da Abolição, pelo festival acontecer em 13 de Maio, e os 200 anos de Independência no Brasil.

Tom Farias junta-se a Afonso Borges na curadoria do evento — Foto: Marta Azevedo/Divulgação

Tom Farias junta-se a Afonso Borges na curadoria do evento — Foto: Marta Azevedo/Divulgação

O escritor e jornalista Tom Farias estará na curadoria desta edição, junto de Afonso Borges, o criador do Fliaraxá. Tom é reconhecido por seu trabalho como biógrafo da escritora Carolina Maria de Jesus.

Patrona e escritor baiano homenageado

Retrato fictício da escritora Maria Firmina dos Reis de autoria do artista João Gabriel dos Santos Araújo, vencedor do concurso realizado pela Flup - Festa Literária das Perife — Foto: Reprodução

Retrato fictício da escritora Maria Firmina dos Reis de autoria do artista João Gabriel dos Santos Araújo, vencedor do concurso realizado pela Flup – Festa Literária das Perife — Foto: Reprodução

A escritora maranhense Maria Firmina dos Reis será a patrona do evento. Nascida em 1822, Maria Firmina é uma voz pujante no universo afro-brasileiro. Conhecida pela voz de uma mulher negra, contra a escravidão e a subalternização do elemento negro e da mulher negra, presa à violência sexual e doméstica, tanto na Casa Grande, quanto na senzala.

O Fliaraxá vai levar para o centro da discussão o enfoque do sistema da escravidão sob o olhar político da época, com enfoque nas escaramuças provinciais, sobretudo as rebeliões escravas, no influxo da revolução do Haiti, e a visão aguda de Maria Firmina dos Reis, autora de “Úrsula” (1859).

O escritor homenageado é o baiano Itamar Vieira Jr, considerado uma das revelações da literatura brasileira dos últimos anos, autor de “Torto Arado”, vencedor dos prêmios Leya, Oceanos e Jabuti. O artista se destacou também pela defesa de ideias sobre o cuidado com as diferenças, política de aquilombamento dos territórios negros, a questão agrária e um projeto de política cultural para o Brasil.

Publicou também os livros de contos “Dias”, de 2012, “A Oração do Carrasco”, de 2017, e “Doramar Ou A Odisseia: Histórias”, de 2021, a mais recente publicação.

A exposição “Muros Invisíveis” vai ocupar os muros de Araxá, sob a curadoria de Marisa Rufino, da CUFA (Central Única de Favelas de Araxá). Será uma homenagem ao povo preto, líderes comunitários e ao povo do município, que recebe o Fliaraxá há 10 anos.

Além da mostra, a identidade visual da iniciativa traz referências dos símbolos Adrinka, de Gana, que representam conceitos e aforismos, e Sankofa, que simboliza a volta para adquirir conhecimento no passado, além da busca de uma herança cultural dos antepassados para construir um futuro melhor.

Também poderão ser vistos na identidade do evento o Mate Masie, símbolo de sabedoria, conhecimento e prudência; o Nkyn Kyin, que traz a ideia das mudanças internas e a Osrane ne Nsoroma, que é o símbolo da fidelidade e da sinceridade.

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Fonte: G1


30/03/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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