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Jovem é estuprada enquanto ia para o trabalho em Uberlândia; veja que casos são investigados pela Polícia Civil e PM dá dicas de prevenção ao crime


Alguns moradores de Uberlândia têm demostrado preocupação nas redes sociais nos últimos dias sobre possíveis casos e tentativas de estupro na cidade. Na última segunda-feira (2), houve o registro por parte da Polícia Militar (PM) de uma ocorrência em que uma jovem de 26 anos que se dirigia até o trabalho foi vítima do crime e, desde então, diversas denúncias têm sido feitas na internet.

Ao g1, a Polícia Civil informou que investiga casos de estupro na cidade, mas não divulgou número exato de registros. Já a Polícia Militar, falou sobre alguns fatores que podem garantir mais segurança no dia a dia das pessoas caso percebam alguma situação de risco; confira abaixo.

Segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), até o dia 30 de março de 2022, foram registrados em Uberlândia, 18 casos de estupro e estupro de vulnerável (tentados e consumados).

Segundo o registro da PM, na última segunda-feira, a vítima de 26 anos passava por um caminho que faz diariamente para no meio de um matagal para poder chegar até um terminal rodoviário quando uma pessoa do sexo masculino, ainda não identificada, a abordou, a amarrou e cometeu o crime.

Ela foi vendada por ele e, por isso, não conseguiu vê-lo. Em seguida, o autor a mandou ‘não gritar que tudo iria acabar rápido’. Após o estupro, o criminoso fugiu, ela se soltou e pediu socorro. A jovem foi levada ao Pronto Socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) para passar por exames.

Conforme o boletim de ocorrência, a PM seguiu posteriormente para realizar buscas para localizar o autor.

Diante desse registro e de outros que foram denunciados em redes sociais (veja abaixo), o g1 procurou a Polícia Civil de Uberlândia , que informou que investiga os casos, mas que “por se tratar de crimes que importam no momento sigilo absoluto, a delegada Lia Valechi, titular da repartição, só vai se pronunciar sobre o assunto assim que houver fatos novos e passíveis de divulgação”.

Denúncias nas redes sociais

Denúncias de tentativa de estupro em Uberlândia feitas em postagem de página no Instagram — Foto: Reprodução/Instagram

Denúncias de tentativa de estupro em Uberlândia feitas em postagem de página no Instagram — Foto: Reprodução/Instagram

Em uma publicação na página “@depressivaudia”, internautas falaram sobre casos de estupro e casos de vítimas de tentativa do crime em bairros como o Chácaras Tubalina e no São Gabriel.

Em um dos comentários, uma seguidora relata que ouviu uma pessoa do sexo feminino gritando por “socorro” na rua por volta das 6h15 na segunda-feira (2), após dois homens em um carro pararem e mandarem ela entrar no veículo.

Outro comentário conta que a mesma coisa iria ocorrer com uma mulher no Bairro São Gabriel, de que dois rapazes iriam pegar uma mulher em um carro e a porta já estava aberta, porém, um homem viu e ficou ao lado dela.

Sobre o assunto, a assessoria da 9ª Região da PM não confirmou se os fatos relatados na internet foram registrados, mas alertou para que as pessoas tomem cuidado com publicações em redes sociais. Isso porque, conforme a PM, pode ser que após tomarem ciência de 1 caso, algumas pessoas podem replicá-los como sendo em outros locais.

Como agir diante de uma ameaça de estupro?

Viatura da PM, foto de arquivo — Foto: Raquel Freitas/g1

Viatura da PM, foto de arquivo — Foto: Raquel Freitas/g1

O capitão da PM, Elias Alves, explicou para a reportagem alguns procedimentos e ações que devem ser feitas pelas pessoas e que podem ajudar na prevenção de crimes de estupro. Entre a principal preocupação está o cenário do crime.

“O que seria esse cenário favorável para o criminoso? Um local aonde não tem circulação de pessoas, locais próximos de matas, locais mais escuros, locais onde as vítimas não conseguem pedir por socorro. Dificilmente vai ter uma ocorrência de estupro no Centro da cidade, geralmente é em locais periféricos, locais mais afastados”, alertou.

Por isso, o capitão frisou para que as pessoas evitem locais como os descritos, principalmente quando estiverem sozinhas. “A vítima andando sozinha está vulnerável. O estuprador busca o anonimato, então ele não quer que seja visto e ainda orienta a vítima a olhar para baixo, a não olhar para ele. Por isso, quando tem mais de uma pessoa isso o desestimula a cometer o crime”, acrescentou.

E caso o crime ocorra, a orientação do capitão é para que a vítima não tenha reação “para não estimular o autor a cometer um homicídio, uma lesão corporal. É importante que a vítima não estimule o abusador a ser mais violento do que ele está sendo”, frisou.

“Em seguida a vítima deve procurar uma autoridade policial para que a gente possa entender o caso, para que a gente possa colher informações e, assim, traçar uma linha de trabalho para identificar e prender o autor o mais rápido possível”, completou o Elias Alves

Por fim, o capitão da PM disse que é preciso detalhar, quando possível, características como tatuagens, marcas, cicatrizes, voz e até o jeito de andar podem ajudar na identificação posterior, já que “qualquer característica” é importante para localizar o autor.

Considerando o ano de 2022, foram registrados 18 casos de estupro e estupro de vulnerável (tentados e consumados) até o dia 30 de março, segundo os dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG).

Em janeiro foram 6 registros, em fevereiro 5 e em março 7. Os números são parciais e, comparados com 2021, houve queda de 48% nos registros do mesmo período, já que em 2021 foram 34 casos até 30 de março.

O g1 também questionou a PM sobre os dados mais recentes sobre esse tipo de crime na cidade, porém, a solicitação foi encaminhada ao setor estatístico para o levantamento e aguarda retorno.

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Fonte: G1


04/05/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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