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Mãe, avós e tia de menina morta em ritual de cura são indiciados por homicídio doloso em Frutal


A mãe, a avó, o avô e uma tia da menina Maria Fernanda Camargo, além de um guia espiritual e o auxiliar dele, foram indiciados pelo homicídio doloso da menina de 5 anos, morta em março durante um ritual de cura em Frutal. A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado do caso, Murilo Antonini neste sábado (21).

À TV Integração, o responsável pela investigação também confirmou que o avô da criança de 5 anos deixou a penitenciária. Veja abaixo.

Todos os envolvidos no caso estavam presos desde abril, quando a Polícia Civil realizou a operação “Incorporação da Verdade”. Na última segunda-feira (16) o crime foi reconstituído.

  • Suspeitos de matar criança de 5 anos durante ritual de evocação e incorporação de espíritos são presos em Frutal
  • Polícia reconstitui morte de menina de 5 anos em ritual religioso em Frutal
Maria Fernanda Camargo, de 5 anos, que morreu durante ritual em Frutal — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Maria Fernanda Camargo, de 5 anos, que morreu durante ritual em Frutal — Foto: Polícia Civil/Divulgação

De acordo com Murilo Antonini, a mãe, a avó, o avô, uma tia, um guia espiritual e o auxiliar dele foram indiciadas por homicídio doloso, com dolo eventual, que significa que os envolvidos poderiam prever que as ações poderiam resultar na morte da criança, mas prosseguiram com ela, assumindo o risco.

Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos 6 envolvidos. A mãe, a avó, o avô, a tia e o líder espiritual já estavam detidos. Já o auxiliar do guia ainda está em liberdade.

No entanto, o avô de Maria Fernanda deixou a penitenciária na sexta-feira (20), após a Justiça acatar pedido de prisão domiciliar. Mesmo em casa, ele vai continuar respondendo judicialmente pela morte da neta.

Maria Fernanda Camargo, de 5 anos, morreu queimada no dia 23 de março durante ritual religioso em uma casa do Bairro Princesa Isabel, em Frutal. A menina chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu às queimaduras.

Quase um mês depois, no dia 20 de abril, a Polícia Civil prendeu a mãe, a avó, o avô, uma tia e o guia espiritual.

De acordo com a Polícia Civil, inicialmente, a versão apresentada era de acidente doméstico, envolvendo álcool e churrasqueira. No entanto, as investigações apontaram para a participação da criança em um ritual espiritual.

No dia 16 de maio, os envolvidos participaram de reconstituição da morte da criança. A reconstituição reproduz as versões dos envolvidos e de testemunhas.

Segundo o advogado da família, José Rodrigo de Almeida, não houve ritual maligno e nem bruxaria, mas sim, um ritual de cura, pelo fato de a menina ter estado com uma gripe e tosse que não passavam na época.

“Ela tinha plano de saúde, tinha ido em 4 ou 5 médicos, mas não sarava. Por isso, indicaram o médium para fazer o ritual de cura. Ele passou álcool na cabeça dela, nos ombros, bastante álcool. A mãe disse que não era para usar álcool e aí o fogo começou. Isso é o que a família relata e o que está acontecendo hoje indica é que tenha acontecido assim”, disse Almeida.

A advogada do guia espiritual reforçou a importância da reconstituição. Ela também defendeu que a morte da criança foi um acidente.

“Nós vamos lutar até o final pelo homicídio culposo e não pelo homicídio doloso, mesmo com dolo eventual, pois eles não tiveram a intenção. Foi uma reza e infelizmente aconteceu o acidente”, disse Juliene Sabino.

Pai de Maria Fernanda, Cacildo Carrijo, afirmou que a família sustentou que houve o acidente doméstico e só depois ficou sabendo da versão do ritual de cura. Ele defendeu a realização da reconstituição e afirmou que acredita que em nenhum momento os familiares tiveram intenção de matar a criança.

“Tentaram acudir ela, apagar as chamas. Tanto que minha esposa queimou muito, minha sogra bastante, meu sogro queimou as mãos. Todo mundo tentou ajudar, só que infelizmente já era tarde”, falou Cacildo.

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Fonte: G1


21/05/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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