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Mãe de suspeito de chefiar organização criminosa que traficava maconha e drogas sintéticas é presa em Araxá


Uma mulher de 50 anos foi presa durante cumprimento de mandado de prisão preventiva, na quarta-feira (23), por associação ao tráfico de drogas, em Araxá. Segundo a Polícia Civil, ela é mãe de um rapaz, de 26 anos, apontado como chefe de uma organização criminosa envolvida com o crime na região.

A ação é desdobramento da Operação “Wickr”, que investiga o tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica. Ao todo, 32 duas pessoas foram presas durante as ações anteriores, entre elas, o chefe da organização.

De acordo com as investigações da polícia, que começaram em 2020, a mulher, que estava foragida há mais de um ano, é suspeita de auxiliar o filho nas atividades criminosas.

Uma empresa do ramo de locação de materiais para construção foi fechada em maio do ano passado, no Bairro São Geraldo, na terceira fase da operação. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que no estabelecimento ocorria lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas sintéticas.

Policiais fecham empresa usada para lavagem de dinheiro por traficantes em Araxá — Foto: César Campos/ G1

Policiais fecham empresa usada para lavagem de dinheiro por traficantes em Araxá — Foto: César Campos/ G1

O delegado Vinicius Ramalho explicou que se dedicaram a identificar os bens e o patrimônio adquirido com dinheiro ilícito. De acordo com o delegado, a empresa fechada era uma ferramenta dos criminosos.

“No decorrer das operações nós identificamos que essa empresa foi comprada pelo chefe da organização com dinheiro oriundo da venda de drogas. Então, a empresa vai encerrar as atividades, considerando que era uma ferramenta que eles usavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas”, afirmou.

A organização criminosa

Durante ações realizadas em Araxá, a Polícia Civil identificou um aumento no número de apreensões de drogas de origem sintéticas, diferentes das que eram vistas na cidade. A apreensão que resultou no início da operação foi feita em 2020.

Mensagens sobre o tráfico de drogas — Foto: Divulgação

Mensagens sobre o tráfico de drogas — Foto: Divulgação

“Com isso, iniciamos as investigações e conseguimos identificar que o núcleo principal, responsável pela distribuição de drogas, partia da cidade de Araxá, sendo esse tráfico realizado por esses 32 indivíduos identificados”, comentou Ramalho.

Ele ainda explicou que os suspeitos realizaram a “virtualização” do tráfico de drogas. “Ele começaram a vender por redes sociais, atingiam um público consumidor muito grande e também dificultou nossa investigação”.

Além do linguajar próprio para se referir às espécies diferentes de drogas em Araxá, eles também usavam uma expressão específica para se comunicar entre si, o que também dificultou a ação da polícia, de acordo com o delegado.

Print de conversas sobre o tráfico das drogas — Foto: Divulgação

Print de conversas sobre o tráfico das drogas — Foto: Divulgação

A organização contava com pessoas ocupando diversas funções, principalmente na parte virtual. Havia uma pessoa para fazer a divulgação das drogas nas redes sociais, responsáveis por administrar grupos de venda do material, uma pessoa que postava as drogas no correio.

Além da organização para a venda e envio, também havia uma pessoa que fazia pesquisa se satisfação com os clientes. Outras funções ainda existiam dentro da organização.

Carro apreendido durante operação "Wickr" em Araxá — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Carro apreendido durante operação “Wickr” em Araxá — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Além dos 32 presos, também houve 11 mandados de busca e apreensão durante as fases da operação. Ao todo, 92 pessoas foram ouvidas em todo o Estado de Minas Gerais e 28 celulares foram apreendidos.

Em relação às drogas, foram 1.874 comprimidos de ecstasy, 46g de MDMA, 460 blotters de LSD, 3kg de maconha geneticamente modificada e 90g de haxixe apreendidos.

Em bens materiais em dinheiros apreendidos, foram R$ 12.850 em espécie, além de dois carros. Uma casa de alto padrão em Araxá foi identificada, além de um lote em condomínio de alto padrão e uma pousada no município de Santa Catarina.

A Polícia Civil chegou a monitorar 178 perfis em redes sociais. No total, os membros da organização já movimentaram entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões.

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Fonte: G1


24/03/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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