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Máscaras personalizadas ajudam crianças durante tratamento radioterápico no HC-UFTM


Profissionais do Serviço de Radioterapia do Hospital de Clínicas da UFTM tiveram a ideia de pintar as máscaras utilizadas no tratamento de crianças com tumores localizados na cabeça ou no pescoço, estampando os heróis favoritos desses pacientes. A iniciativa resultou em sorrisos nos rostos dos pequenos pacientes.

Um deles foi o João Pedro, de 4 anos, que concluiu na última semana um ciclo com 30 sessões de radioterapia para tratar uma neoplasia no sistema nervoso central. Durante as aplicações diárias, ele utilizou a máscara termoplástica personalizada especialmente para ele como capacete do Homem de Ferro. A máscara é um dispositivo rígido que cobre da cabeça aos ombros, impedindo movimentos involuntários que possam prejudicar a incidência dos feixes de radiação

A intenção da equipe é substituir uma experiência potencialmente negativa por um afeto positivo, dispensando inclusive a necessidade de sedação durante as sessões. A iniciativa partiu do técnico em radioterapia Ricardo Fernandes Goulart, inspirado em ação semelhante executada por um amigo em uma unidade de saúde no estado de São Paulo.

“Quando vi a criança aqui, falando do Homem de Ferro, convidei um colega da equipe para personalizar a máscaras com tinta guache, que é atóxica e facilmente removível. E ele aceitou produzir essa surpresa”, contou Goulart, referindo-se a André Luiz Pantoja dos Santos, responsável por atendimentos odontológicos no Serviço de Radioterapia do Hospital de Clínicas.

Profissionais do HC-UFTM junto de Pedro e sua mãe — Foto: Luana Cunha-HC-UFTM/Divulgação

Profissionais do HC-UFTM junto de Pedro e sua mãe — Foto: Luana Cunha-HC-UFTM/Divulgação

André conta que, nas primeiras sessões, quando a máscara ainda não estava customizada, a criança mostrou-se ansiosa, chorosa, muito nervosa. O momento da entrega foi de emoção.

“Ao entrar na sala onde as máscaras ficam armazenadas, deixamos a dele junto com as que não eram personalizadas. Perguntamos qual era a dele e o menino, sorrindo, prontamente apontou para a que havíamos confeccionado. Foi um momento indescritível, para todos”, lembrou.

O sentimento de alegria é compartilhado por Goulart: “Na hora que viu a máscara do Homem de Ferro, ele já apontou o dedo. ‘Essa é minha máscara’, e abriu um sorriso, coisa que a gente não tinha visto hora nenhuma. Então deitou-se na mesa, a gente pôs a máscara e ele sentiu que era o super-herói naquele momento”, complementou.

A matéria-prima da máscara chega ao Hospital em forma de placa sólida, sem relevo. O material é moldado em temperatura morna no rosto do usuário, sendo reutilizada durante todo o tratamento. O dispositivo tem outras funcionalidades além da imobilização: é afixado na mesa para que, durante os minutos do procedimento, o feixe de radiação incida diretamente nos pontos marcados.

“Se não ficasse quietinho, parado, a gente teria de fazer uma sedação com anestesista todos os dias. Para a criança, essa questão lúdica de trazer um personagem com quem ela tenha afinidade, para o momento do tratamento, faz com que ela encare de uma forma mais singela, mais corriqueira, mais comum estar lá dentro da sala”, disse Mayara Goulart de Camargos, enfermeira oncologista.

Maria Izabella e João Pedro — Foto: Luana Cunha-HC-UFTM/Divulgação

Maria Izabella e João Pedro — Foto: Luana Cunha-HC-UFTM/Divulgação

Moradora de Sacramento, a mãe de João Pedro, Maria Izabella Crispim, contou que o menino já passou por duas cirurgias e por internações.

“A equipe tem sido muito cuidadosa, desde o início. Colaboraram muito para que ele ficasse calmo, porque ele ficou um mês e cinco dias internado, muito agitado, com um pouco de trauma, as pessoas não podiam chegar perto dele que ficava com medo”, afirmou.

Para Vitor Lara, médico radioterapeuta, ações como essa têm o potencial de aumentar a adesão ao tratamento.

“O acolhimento dos pacientes com esse nível de humanização e de cuidado traz um bem-estar muito grande para essas crianças, e principalmente uma adesão maior ao tratamento, uma aceitação maior. Tornar a jornada dos pacientes mais alegre, menos sofrida, é também uma das nossas principais metas aqui do Hospital de Clínicas”, explicou.

Na despedida da equipe, João Pedro ganhou uma fantasia do seu personagem preferido, e uma carta de parabéns pela conclusão do tratamento. A segunda máscara customizada pela Radioterapia do HC-UFTM ficou pronta na última semana. O super-herói que entrou em ação é o Homem-Aranha, escolhido por um paciente de 9 anos, que iniciou um ciclo de 28 sessões, também, contra um tumor no sistema nervoso central.

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Fonte: G1


27/02/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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