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Mesmo com recuo do Rio Paranaíba em Patos de Minas, famílias não conseguem voltar para casas

Mesmo com o recuo no nível do Rio Paranaíba, mais de 130 famílias ainda estão desabrigadas ou desalojadas em Patos de Minas. Os moradores tiveram que deixar as casas devido às fortes chuvas que atingiram a região em fevereiro.

No dia 12 deste mês, a água chegou a 11,73 m acima do nível normal e atingiu 7 bairros da cidade. Atualmente o rio está cerca de 7 m acima do nível regular.

Em janeiro, a cidade já havia sido atingida por fortes chuvas que fizeram o nível do Rio Paranaíba aumentar e atingir diversas casas. Relembre abaixo.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social, 320 pessoas divididas em 121 famílias estão desalojadas. São consideradas desalojadas as pessoas que tiveram que sair de casa, mas não precisam, necessariamente, de assistência do poder público.

Uma das desalojadas é a dona de casa Romislaine Aparecida Gomes. A casa dela foi uma das atingidas e mesmo com o recuo do rio, prossegue em uma casa emprestada.

“Meus ‘trens’ estão em um abrigo. Eu estou ficando na casa de um amigo, que emprestou ela. Não consegui salvar quase nada”, disse Gomes.

Outro que aguarda a oportunidade de voltar para residência é o aposentado Maurílio Alves Pereira, morador do Bairro Vila Rosa. A casa foi liberada para limpeza, mas o retorno ainda não foi autorizado.

“Dessa vez, a enchente subiu 1 m e só agora estamos conseguindo limpar, mas ainda não autorizaram a gente voltar. Disseram que vamos poder voltar antes do dia 20, mas acredito que vamos poder voltar antes”, afirmou o aposentado.

Mesmo com recuo do Rio Paranaíba em Patos de Minas, famílias não conseguem voltar para casas

Já o número de desabrigados, segundo a última atualização da Secretaria de Desenvolvimento Social, é de 35 pessoas divididas em 13 famílias. São consideradas desabrigadas as pessoas desalojadas que necessitam de abrigo oferecido pelo poder público.

“A Secretaria de Desenvolvimento Social e o Banco de Alimentos fornecem o café da manhã, o almoço, o café da tarde e o jantar. Sempre tem um funcionário para prestar toda a assistência que as famílias precisam”, disse auxiliar de serviços do Município, Luciana Luzia do Prado.

A dona de casa Darci Nunes de Oliveira está em um abrigo há 18 dias. Segundo ela, mesmo tendo boa convivência com os outros desabrigados, a vontade de voltar para casa é grande.

“Estou com vontade de ir embora, mas enquanto não limpar, infelizmente, não dá para ir. Tenho que esperar o momento de limpar. O quintal está muito sujo, tem muito mau-cheiro, mas espero voltar o mais breve possível”, explicou Darci.Abrigo aloja desabrigados em Patos de Minas.

As chuvas que atingiram Patos de Minas em fevereiro fizeram o nível do Rio Paranaíba e do Córrego do Monjolo subisse novamente. No dia 12, a água do rio chegou a 11,73 m acima do normal.

Com a diminuição no nível da água, a Ponte do Arco foi liberada e equipes da Prefeitura iniciaram a recuperação do asfalto.

Devido às chuvas, Patos de Minas foi um dos 15 municípios do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais que decretaram estado de emergência. Ao lado de Delta, a cidade recebeu R$ 711 mil para amparar desalojados e desabrigados.

Cada município tem autonomia para utilizar o valor repassado de acordo com as necessidades de cada localidade, sendo possível utilizar para aquisição de móveis, cestas básicas, kits de higiene ou mesmo ser repassada em dinheiro diretamente às famílias atingidas.

O grande volume de chuva também danificou a ponte sobre o Córrego dos Vieiras, no km 437 da BR-365. O trecho ficou totalmente interditado por mais de 10 dias, mas teve o trânsito totalmente liberado após reparos.

Em janeiro, o alto volume de chuvas também fez com que o nível do Rio Paranaíba e de afluentes, como o Córrego do Monjolo, subisse rapidamente em Patos de Minas. O ápice da cheia no mês ocorreu no dia 13, quando a água do rio chegou a estar cerca de 12 metros acima do volume normal na cidade. Mais de 700 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, nos 3 primeiros dias do ano, foi contabilizado um volume de 46,73 mm na estação meteorológica do 12º Batalhão dos Bombeiros Militares. Além disso, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média de chuva para todo o mês de janeiro em Patos de Minas era de 287 mm, mas, no dia 9, já haviam sido registrados 287,1 mm de precipitação.

Com as chuvas, a água do rio invadiu casas e levou à interdição de ruas. Construção simbólica na cidade, a Ponte do Arco, na Avenida Joaquim Fubá, ficou fechada por 3 dias depois que o nível ultrapassou as bordas da estrutura

– Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação/Fonte: G1


01/03/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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