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Nível dos reservatórios das 5 principais hidrelétricas do Triângulo está acima de 40%


O período chuvoso registrado entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 fez com que o volume útil dos reservatórios das 5 hidrelétricas que fazem parte do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), mais do que dobrasse em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento feito pelo g1 e pela produção da TV Integração compara os dados atualizados pelo ONS nos dias 22 de fevereiro dos dois anos.

Situação das hidrelétricas

Conforme o ONS, o volume útil nas 5 hidrelétricas do Triângulo Mineiro que fazem parte do subsistema Sudeste/Centro-Oeste está acima de 40%. Destas, duas estão com os lagos acima dos 60%.

Apesar do aumento dos reservatórios no período, o nível não é o ideal em relação à capacidade total do subsistema. Vale lembrar que, quanto mais próximo de 100%, melhor.

A principal influência no aumento do volume útil foi o período chuvoso registrado entre o fim de 2021 e os primeiros dias de 2022. A política operativa realizada no sistema interligado nacional, que é coordenado pelo ONS, para que todas as usinas possam gerar energia no país também foi um fator importante.

A hidrelétrica instalada na divisa entre os municípios de Iturama (MG) e Ouroeste (SP), Água Vermelha está com 55,7% do volume útil. Em 22 de fevereiro de 2021, o lago estava com 21,04%.

O aumento também foi grande em relação ao mês passado, quando a represa tinha 17,13% da capacidade total.

A usina pode gerar máxima de potência 1.396,200 Megawatts (MW) a partir das águas do Rio Grande. O lago é capaz de armazenar 2,13% do volume que pode ser armazenado pelo sistema.

Usina hidrelétrica de Água Vermelha na região noroeste paulista  — Foto: Reprodução/TV TEM

Usina hidrelétrica de Água Vermelha na região noroeste paulista — Foto: Reprodução/TV TEM

Outra usina que gera energia a partir das águas do Rio Grande, a UHE de Marimbondo fica entre os municípios de Fronteira (MG) e Icém (SP), e tem potência instalada de 1.440 MW. Ela representa 2,64% do subsistema Sudeste e Centro-Oeste.

Em fevereiro de 2021, o lago estava com 20,21% da capacidade, enquanto que em janeiro de 2022 era de 21,33%. Já no último dia 22, o volume registrado era cerca de 3 vezes maior: 62,04%.

Localizada entre Santa Vitória (MG) e São Simão (GO), a UHE de São Simão é outra que está com mais de 60% do volume útil. Em 22 de fevereiro, o nível do reservatório era 61,36%.

Mais do que o dobro do registrado em fevereiro do ano passado, quando o lago estava com 27,83%. No último mês de janeiro, o nível estava em 31,97%.

A usina opera com seis turbinas, que geram 1.710 MW a partir das águas do Rio Paranaíba. A energia produzida é suficiente para abastecer 6 milhões de habitantes.

A UHE de Emborcação também está instalada no Rio Paranaíba, porém, em Araguari, estava com 51,68% do volume útil no último dia 22. Um ano antes, ela estava com 15,28% da capacidade, enquanto que um mês atrás estava com 33,66%.

A hidrelétrica é a maior do Triângulo Mineiro, representando 10,72% do subsistema Sudeste e Centro-Oeste. Emborcação tem uma potência instalada de 1.192 MegaWatts (MW). Isso significa que a energia elétrica máxima produzida abasteceria duas cidades do tamanho de Uberlândia.

Ao lado de Nova Ponte, a hidrelétrica era uma das que mais preocupavam a Cemig. De acordo com a companhia, as chuvas registradas a partir da segunda quinzena de dezembro fizeram com que a vazão em Emborcação saltasse de 203 m³/s em 11 de dezembro, para 1.343 m³/s em 12 de janeiro.

A que teve a situação mais preocupante em 2021, a UHE de Nova Ponte fica no Rio Araguari, mas faz parte do subsistema do Rio Paranaíba, e representa 11,13% do subsistema Sudeste e Centro-Oeste.

Em fevereiro de 2021 o volume útil era de 14,25%, enquanto que em janeiro de 2022 era de 26,09%. Já no último dia 22, o lago estava com 40,91% da capacidade.

O lago tem volume de 12.792 hm³ e potência instalada é de 510 MW. O nível do reservatório chegou a ser tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Pouco depois da audiência, o volume útil baixou ainda mais, chegando a 10,93%, próximo do nível mínimo permitido para operação estipulado por legislação em 10%.

Assim como Emborcação, a usina registrou aumento da vazão graças as chuvas que atingiram a região entre o fim de 2021 e começo de 2022. Segundo a Cemig, em 11 de dezembro, a vazão era de 113 m³/s, enquanto que em 12 de janeiro era de 1.191 m³/s.

No entanto, mesmo com a melhora do nível, a situação do reservatório de Nova Ponte preocupa criadores de peixe e empresários. Eles pedem que equilíbrio entre a produção de energia e a viabilidade econômica para as pessoas que vivem de atividades ligadas ao reservatório.

Reservatório da hidrelétrica de Nova Ponte em julho de 2021 — Foto: TV Integração/Reprodução

Reservatório da hidrelétrica de Nova Ponte em julho de 2021 — Foto: TV Integração/Reprodução

Veja abaixo em gráficos como está a situação dos reservatórios de cada hidrelétrica:

Situação dos reservatórios em % da variação dos reservatórios entre 04 de junho de 2021 e 21 de janeiro de 2022

Gráfico mostra o nível registro no início de junho, fim de agosto e atual do volume útil de cada hidrelétrica do subsistema Sudeste/Centro-Oeste

Fonte: ONS

Veja também a série “Reservatórios em alerta”:

A situação crítica dos reservatórios fez com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criasse a bandeira tarifária “escassez hídrica” em agosto do ano passado. Com ela em vigor, o consumidor paga R$ 14,20 a mais na conta de energia para cada 100 kWh consumido.

De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais, a maior parte da conta de energia não fica com a distribuidora. Do valor total da conta, o consumidor paga pela compra da energia (custos de geração), pelo transporte (custos de transmissão) e pela entrega (custos de distribuição), além de encargos setoriais e tributos.

Ainda segundo a Cemig, do valor cobrado, 21,9% ficam na Cemig Distribuição e se destinam a remunerar o investimento, cobrir a depreciação dos ativos e outros custos da empresa. Os demais 78,1% são utilizados para cobrir encargos setoriais (13,8%), tributos pagos aos governos federal e estadual (28,2%), energia comprada (27,7%) e encargos de transmissão (8,4%).

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) informou no dia 13 de janeiro que solicitou ao Ministério de Minas e Energia a suspensão da tarifa de “escassez hídrica”, cobrada sobre a conta de energia no estado.

De acordo com ele, o pedido se deve ao atual quadro de “recuperação econômica dos efeitos da pandemia, agravado pela crise das finanças estaduais” e pelas chuvas, vivido pelo estado.

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Fonte: G1


28/02/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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