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Novos tremores são registrados em Divinópolis, segundo a Rede Sismográfica Brasileira


Dois novos tremores de terra foram registrados em Divinópolis. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), os tremores foram na terça-feira (8) e no domingo (13).

As magnitudes foram de 2.1 e 2.7 na Escala Richter, respectivamente. O índice é considerado de baixa magnitude. Até o momento, foram 33 registros de abalos sísmicos na cidade, segundo a RSBR.

Tremores com magnitude de 2 a 4 são semelhantes ao impacto da passagem de um veículo grande e pesado, de acordo com explicação da RSBR.

Tremores de terra registrados em Divinópolis

DataHoraMagnitude
13/0216h512.7
08/024h442.1
28/016h302.3
27/011h252.4
20/018h062.2
19/0114h322.2
19/0113h542.5
19/015h342.1
19/014h571.9
19/014h062.0
19/0100h362.4
18/0112h362.4
18/0119h162.6
18/0115h362.4
18/0112h022.9
18/019h022.9
16/018h431.7
16/014h241.6
15/0119h231.9
15/0110h261.9
15/0110h232.4
15/018h382.1
15/016h341.8
15/014h452.4
15/014h391.6
15/0123h071.9
14/0118h042.2
14/010h41.6
14/0123h522.0
13/0119h301.8
13/0115h322.9
13/0115h252.8
10/0120h133.0

O primeiro registro de abalo na cidade foi no dia 10 de janeiro: 3.0 na Escala Richter. O valor, apesar de ser considerado de magnitude baixa, foi o mais alto registrado na cidade até o momento. Os demais registros variam entre 1.6 e 2.9 de magnitude.

Segundo relatório divulgado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), o epicentro dos tremores de terra está localizado próximo ao Bairro Candidés. O órgão disse também que recebeu mais de 500 relatos da população o que permitiu estimar a localização do epicentro.

Considerado o histórico da região referente a abalos sísmicos, os tremores que ocorreram em Divinópolis são considerados normais.

“Não há razão para acreditar que não se trate de atividade sísmica natural, sem relação com atividade exploratório de pedreiras ou com enchimento rápido do reservatório de Gafanhoto. Possível relação com chuvas intensas no último mês é pouco provável e muito difícil de comprovar. O padrão de tremores ocorrendo durante vários dias (“enxame” de sismos) não é incomum“, consta no relatório.

O relatório destaca que sismos de magnitude 3,0 são muito comuns no Brasil e em Minas Gerais. O estado já presenciou sismos de magnitudes bem maiores na cidade de São Francisco, em 1931, e Itacarambi, em 2007, no norte do estado. Ambos com magnitudes 4,9 e intensidades máximas de VI e VII MM (trincas e rachaduras em paredes).

A USP acredita que essa série de tremores em Divinópolis parece fazer parte de uma zona de sismos mais frequentes que inclui o Quadrilátero Ferrífero. “Sismos naturais são totalmente imprevisíveis e não é possível saber até quando a atividade continuará, se as magnitudes vão diminuir ou se vão aumentar.”

O especialista do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Jackson Calhau, explicou ao g1 que não é possível prever novos registros, bem como se haverá aumento de magnitude.

Especialista diz que não é possível prever se magnitudes de tremores podem aumentar

Especialista diz que não é possível prever se magnitudes de tremores podem aumentar

Em algumas partes da cidade, as pessoas sentem mais os abalos e em outras sentem menos. O especialista da USP também comentou sobre essa situação.

“Isso é devido a proximidade ao epicentro. As pessoa que estão na parte norte e nordeste da cidade estão sentindo mais porque estão mais perto das fraturas onde estão acontecendo os tremores”, esclareceu Jackson.



Fonte: G1


14/02/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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