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Operação 'Libertas': MPT apura denúncia de trabalho análogo à escravidão de travestis e transexuais em Uberlândia


Foi deflagrada nesta terça-feira (15) em Uberlândia a 5ª fase da Operação “Libertas”. Nesta etapa, a ação visa apurar situação de trabalho análogo à escravidão de travestis e transexuais na cidade.

O trabalho é realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e das polícias Militar, Civil e Federal.

Em novembro de 2021 o Gaeco deu início à operação “Libertas”, que visava combater uma organização criminosa encabeçada pela ex-vereadora Pâmela Volp e a filha, Paula Volp. Entre os delitos cometidos pela quadrilha estão: associação criminosa, exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, roubo, lesão corporal, homicídio, constrangimento ilegal, ameaça, posse e porte de arma de fogo.

Segundo informações iniciais fornecidas à TV Integração na manhã desta terça-feria, a operação se trata de uma medida protetiva, e não punitiva, com o intuito de investigar se travestis e transexuais são coagidas a trabalharem em Uberlândia e em qual situação elas vivem.

Pela manhã, 9 endereços que serviam como pensões foram inspecionadas pela força-tarefa. As residências ficam nos bairros Santa Mônica, Tibery, Centro, Nova Uberlândia, Umuarama e Minas Gerais. Quatro destes locais, localizados nos 2 últimos bairros, estão no nome da ex-vereadora Pâmela Volp.

Operação que investiga trabalho de travestis e transexuais é realizada em Uberlândia

Operação que investiga trabalho de travestis e transexuais é realizada em Uberlândia

De acordo com o promotor do Gaeco, Thiago Ferraz, essa fase da operação visa trazer o enfoque para a situação de trabalho das transexuais e travestis em Uberlândia, após uma prova produzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

“Havia necessidade de analisar toda essa questão envolvendo as condições de moradia dessas meninas, de alimentação, de um suposto trabalho que é executado por elas e as condições de vivência”, explicou.

Ainda conforme Ferraz, os envolvidos na ação foram até as moradias que as vítimas viviam para checar “as condições de higiene, insalubridade, dormitórios individuais ou não. Encontramos algumas coisas que já apontam uma condição degradante”.

Entre as situações degradantes encontradas está uma geladeira que era trancada com um cadeado. O promotor afirmou que todos esses elementos serão apurados, sendo que a força-tarefa que realiza os trabalhos nesta terça ainda irá ser reunir.

“Vamos analisar eventual alvará sanitário, se é existente ou não e tomar providências para resolver essa questão e devolver a dignidade para essas meninas”, completou.

Por fim, o promotor ainda explicou que oitivas individuais serão realizadas com as travestis e transexuais ainda nesta terça-feira.

“Nós montamos uma estrutura completa com alimentação, transporte e ideia é ouvir todas essas meninas hoje. Nós já começamos as oitivas individuais para a gente tentar esclarecer todos os fatos envolvendo a operação Libertas”, falou o promotor.

Uma entrevista coletiva está programada para esta tarde, onde mais detalhes sobre a operação serão informados.

Ex-vereadora Pâmela Volp — Foto: Aline Rezende/Câmara de Uberlândia/Divulgação

Ex-vereadora Pâmela Volp — Foto: Aline Rezende/Câmara de Uberlândia/Divulgação

No dia 8 de novembro de 2021, a exploração sexual de travestis e transexuais foi alvo de investigação na cidade. Na época, o Gaeco deflagrou a 1ª fase da Operação “Libertas”, que visava combater uma organização criminosa e, entre os alvos estavam a ex-vereadora Pâmela Volp, a filha, Paula Volp e Lamar Bionda.

Posteriormente, outras três fases da ação foram realizadas. Uma delas resultou na prisão de Paula Coco. E entre os mandados de busca e apreensão, um dos locais foi um mausoléu da família de Pâmela Volp na cidade de Tupaciguara.

Durante a investigação, Pâmela e a filha, Paula Volp, foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na mesma operação, por uma tentativa de latrocínio ocorrida em 2018 contra uma travesti, em Uberlândia.

Entre os delitos cometidos pela quadrilha estão: associação criminosa, exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, roubo, lesão corporal, homicídio, constrangimento ilegal, ameaça, posse e porte de arma de fogo.

Ainda segundo o MPMG, há relatos de que o esquema criminoso tenha iniciado em 1992 e, assim, já dura 30 anos.

OPERAÇÃO ‘LIBERTAS: GAECO LIGA EX-VEREADORA DE UBERLÂNDIA PAMELA VOLP A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

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Fonte: G1


15/02/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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