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Orientações de veterinários e cartilha da UFU alertam sobre cuidados com os rins dos pets


Março chegou ao fim, mas ainda é tempo de lembrar que neste mês foi celebrado o Dia Mundial do Rim. A data escolhida pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) foi o dia 12 para conscientizar e prevenir doenças renais. A assunto é tão importante que faz parte até do meio veterinário, que realiza a campanha Março Amarelo dos pets, com o objetivo de alertar os tutores sobre o funcionamento do órgão nos animais.

Para entender quais são os sinais de alerta, riscos e tratamentos da doença, o g1 conversou com os veterinários Daniela Tiveron, Gustavo Tiveron e Lara Edna Santana, que atuam em Uberaba.

Veja também a cartilha sobre o tema, lançada pelo Serviço de Nefrologia e Urologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU) e a empresa Elanco.

Nesta reportagem são respondidas às seguintes perguntas:

  1. O que é a doença renal?
  2. Como é o tratamento?
  3. Quais os sinais?
  4. Como é a prevenção?
  5. Existem fatores de risco?
  6. Cartilha

1. O que é a doença renal?

Doença renal é definida como a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar as funções básicas — filtrar e excretar produtos tóxicos do sangue.

Ela pode ser causada por inflamações, doenças infecciosas e até mesmo predisposição genética. “A doença pode ser de caráter agudo ou crônico, congênito ou genético”, explicaram os veterinários.

O tratamento é individual e depende de cada caso. Nas situações em que o problema é causado por uma outra doença, ela deverá ser tratada.

Em outros casos, o tratamento pode ser paliativo, com o objetivo de fornecer qualidade de vida e tornar a progressão da doença o mais lenta possível.

“Outros podem ser tratados com ajustes de dieta, ingestão de água; acompanhamento de pressão arterial, fluidoterapia e, nos casos mais graves, pode ser feita hemodiálise também”, explicaram os especialistas.

Os principais sinais apontados pelos veterinários entrevistados foram:

  • aumento da ingestão de água;
  • volume urinário;
  • perda de peso;
  • desidratação;
  • dor e sangramento ao urinar;
  • cor da urina;
  • perda de apetite;
  • vômitos.

4. Como é a prevenção?

O primeiro passo para garantir a prevenção do animal é estimular a boa ingestão de água. Uma forma de fazer isso, apontada pelos veterinários, é colocar vários bebedouros na casa, utilizar água filtrada e oferecer frutas ricas em água, como o melão e a melancia.

“Também é importante oferecer ração de qualidade e realizar check up periódico com veterinário por meio de exames de sangue, urina e ultrassom, pelo menos 1 vez ao ano”, indicaram.

Entre as possibilidades de exames, estão o exame clínico, o hemograma, o de urina de rotina, o perfil bioquímico renal e o ultrassom.

Cachorro na coleira bebe água em bebedouro  — Foto: Águas de Jahu/Divulgação

Cachorro na coleira bebe água em bebedouro — Foto: Águas de Jahu/Divulgação

5. Existem fatores de risco?

Os principais fatores de risco são doenças iniciais, como a doença do carrapato, a leishmaniose, doença periodontal, diabetes e problema de pressão.

“Qualquer lesão que cause sobrecarga ou dificuldade para circular o sangue para os rins, tem potencial para causar lesão crônica”, apontaram os veterinários.

Outros fatores são: alimentação, hidratação, idade e estresse. Há ainda raças com predisposição a doenças.

Cães da raça shih tzu, por exemplo, apresentam mais comumente alterações congênitas. Já o schnauzer tem mais tendência a ter problemas com cálculos urinários.

“E entre espécies, os felinos tendem a ter maior número de problemas urinários, quando comparado aos cães”, explicaram.

Produzida pelo HV-UFU, em parceria com a empresa Elanco, a cartilha explica o que é a doença renal, fala sobre os sinais da doença e formas de prevenção. Veja abaixo.

Cartilha de Março Amarelo para animais — Foto: HV-UFU e Elanco/Divulgação

Cartilha de Março Amarelo para animais — Foto: HV-UFU e Elanco/Divulgação

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Fonte: G1


31/03/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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