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Paralisação de servidores da Polícia Civil afeta prestação de serviços à população em Uberlândia


A paralisação de servidores da Polícia Civil tem afetado a prestação de serviços em Uberlândia. Nesta terça-feira (8), a TV Integração mostrou que a vistoria de veículos, exames de legislação e direção, além da emissão de documentos, entre outras ações, estão com o funcionamento comprometido na cidade.

Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol), em nota, negou que os policiais estejam em paralisação e afirmou que os servidores estão “trabalhando dentro do cumprimento da estrita legalidade e das condições de trabalho”. Veja posicionamento completo mais abaixo nesta matéria.

A TV Integração também procurou o Governo de Minas Gerais para saber o posicionamento do Poder Público sobre o caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Desde fevereiro, policiais civis e outros integrantes das forças de segurança de Minas Gerais pressionam o governo de Romeu Zema (Novo) para que cumpra acordo de aumento salarial fechado em 2019. Em Uberlândia, um protesto chegou a ser realizado na Praça Tubal Vilela no dia 25 do mês passado.

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Na sede do Departamento de Trânsito (Detran) da cidade, filas cada vez maiores de motoristas à espera de atendimento têm sido registradas. Entre os serviços comprometidos no local, está o de vistoria de veículos.

Os exames de direção para quem está no processo de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também foram afetados. Segundo a diretoria do Sindicato dos Proprietários dos Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (SiproCFC), o número de vagas disponíveis por semana para exames de carro e moto caiu de 824 para 264.

No caso do exame de legislação, que ocorre quando o futuro condutor termina as aulas teóricas, o agendamento, que costumava demorar cerca de dois dias, já tem fila de espera de mais de um mês.

Outro serviço que está sendo afetado é a emissão de documentos na UAI. A capacidade era de cerca de 400 agendamentos dias, mas, com a paralisação, o máximo disponibilizado é de 120 agendamentos, ou seja, uma queda de 70%.

Em nota emitida à TV Integração nesta terça, o presidente do Sindpol, Marcelo Armstrong, afirmou que os servidores estavam trabalhando de forma sobrecarregada, com acúmulo de funções devido a um déficit na quantidade de policiais. Ele também reclama das condições ruins de trabalho.

“Não vamos sair para operações com coletes balísticos vencidos, munições vencidas ,veículos inadequados para transitar, e sempre com supremacia de força, pois nossas delegacias estão sucateadas e as condições de trabalho precárias”, afirma na nota.

Com isso, a categoria cobra do governo estadual a recomposição das perdas inflacionárias, referente ao acordo salarial anunciado pelo governador Romeu Zema em 2019, que, segundo o sindicato, não foi cumprido. Apesar disso, de acordo com o presidente, os servidores não estão paralisados, mas, sim, “trabalhando dentro do cumprimento da estrita legalidade e das condições de trabalho”.

Pouco antes do protesto do dia 25 de fevereiro em Uberlândia, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou reajuste de 10,6% nos salários de todos os servidores estaduais, ativos e inativos.

No anúncio, Zema disse que tem buscado equilíbrio para as contas do poder público estadual, que tem dívida de R$ 140 bilhões.

Ele também afirmou que a alta inflação reduziu o poder de compra de todos, inclusive, o de servidores que não tem reajuste salarial há anos.

“O cobertor das contas públicas é curto, portanto, o compromisso que faço hoje com os servidores de Minas Gerais são conquistas que neste momento estão no limite da possibilidade do Estado”, afirmou o governador.
Servidores das forças de segurança realizam manifestação em Uberlândia — Foto: Taffareu Tarcísio/g1

Servidores das forças de segurança realizam manifestação em Uberlândia — Foto: Taffareu Tarcísio/g1

Além da recomposição, Zema anunciou reajuste na ajuda de custo recebida por servidores civis que recebiam R$ 47 de auxílio-alimentação por dia e vão passar a receber R$ 75. O governador afirmou que iria encaminhar o projeto para o reajuste, em regime de urgência, para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com a secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, o impacto será de mais de R$ 4 bilhões. Para as forças de segurança, a gestora afirmou que também vai reajustar o abono fardamento.

Segundo ela, o pagamento do abono que hoje é pago em parcela única no mês de abril, vai ser ampliado para 3 parcelas.

“Para os servidores da segurança será feito a ampliação do abono fardamento ou auxílio vestimenta. Esse abono que hoje é pago em abril em parcela única correspondente a 40% do soldo do soldado, vai ser majorado para 3 parcelas em março, junho e outubro”, finalizou a secretária.

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Fonte: G1


08/03/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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