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Doença renal: profissionais do HC-UFTM em Uberaba falam sobre grupo de riscos e tratamentos


Conforme a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cerca de 140 mil pessoas fazem diálise no país, devido à doença crônica renal — uma enfermidade silenciosa que, em estágios avançados, pode provocar a perda progressiva e até irreversível das funções dos rins. Nesta reportagem, profissionais do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), respondem às seguintes perguntas:

  1. Por que falar da doença renal?
  2. Como a doença é adquirida?
  3. Quais os indícios da doença e formas de prevenção?
  4. Quais os grupos de risco e tratamentos?

1. Por que falar da doença renal?

Nos casos de doença renal, o diagnóstico precoce é primordial. Por isso, o nefrologista do HC-UFTM, Fabiano Bichuette Custódio, destacou que a educação sobre o tema deve ser oferecida a todos.

“Não somente a população mais leiga, mas também os nossos profissionais de saúde para saberem quais exames devem ser pedidos, qual a população de maior risco que deve ser investigada”, explicou.

Ele ainda reforçou que na doença renal crônica, em 70% das vezes, o paciente começa a fazer diálise ou hemodiálise sem sintomas, porque a doença é silenciosa.

2. Como a doença é adquirida?

Segundo a patologista responsável técnica pelo Núcleo de Pesquisa em Rim (NuEPRim), Marlene Antônia dos Reis, as doenças renais podem ser originadas no próprio rim ou serem secundárias de problemas que começam outros órgãos.

“Por isso, a rapidez na investigação é importante para permitir o diagnóstico precoce e antecipar o tratamento adequado, evitando a evolução para quadros mais graves”, pontuou.

Foi da forma descrita por Marlene, que Regina Célia de Paiva Resende, de 58 anos, paciente do HC-UFTM, suspeita ter adquirido a doença.

“Estive internada 11 dias no HC-UFTM. O médico falou que o que pode ter causado isso é um problema de pressão alta, que tenho faz muitos anos, e também porque eu ingeria remédios demais”, relatou.

Atualmente, ela faz três sessões semanais de hemodiálise e, com o tratamento, diz estar melhor. “Estou normal, levanto, vou embora bem, chego em casa e faço minhas coisas, graças a Deus. Estou bem, muito bem”, contou feliz.

3. Quais os indícios da doença e formas de prevenção?

Marlene destacou que a prevenção é essencial, principalmente para hipertensos, diabéticos e pessoas que utilizam anti-inflamatórios por tempo prolongado.

Entre os sinais que devem ser observados então o inchaço nas pernas, nos pés e nas pálpebras. É recomendado que seja feito anualmente o exame de urina para verificar a presença de albumina e de sangue para dosar a creatinina.

Ambos os exames podem ser solicitados mediante consulta médica via Sistema Único de Saúde (SUS), seja no Hospital de Clínicas ou numa Unidade Básica de Saúde.

4. Quais os grupos de risco e tratamentos?

Imagem ilustrativa de remédios — Foto: TV Globo

Imagem ilustrativa de remédios — Foto: TV Globo

Os principais grupos de risco são os diabéticos, os hipertensos e pessoas com inflamações ou doenças autoimunes que afetam os rins.

Por isso, entre as formas de barrar o avanço da doença, estão os cuidados com a pressão e o diabetes, através do uso de medicamentos que diminuem a proteína perdida pelos rins e fazendo uma dieta pobre em proteína.

“Também ́ é importante não tomar anti-inflamatórios sem indicação, perder peso e não fumar”, enumerou o nefrologista.

Ele ressaltou que essas medidas não curam a doença renal, mas atrasam a progressão. Outros tratamentos são a hemodiálise, procedimento em que o sangue é filtrado através de uma máquina, a diálise peritoneal, na qual o sangue é filtrado através de um líquido que é colocado dentro da cavidade abdominal do paciente, e o transplante.

Para as alternativas de tratamento serem eficazes, elas precisam ser definidas conforme cada ciclo evolutivo da doença, sendo o fator tempo primordial para inibir o avanço da doença.

Imagem ilustrativa de microscópios — Foto: Ousa Chea/Unsplash

Imagem ilustrativa de microscópios — Foto: Ousa Chea/Unsplash

Os resultados de biópsias e trabalhos científicos sobre o tema são discutidos semanalmente no NuEPRim por nefrologistas, patologistas, enfermeiros e biomédicos.

O núcleo contempla três pilares: ensino, pesquisa e extensão por meio do diagnóstico de problemas renais via biópsias, que também são utilizadas na formação de profissionais da área de saúde.

São desenvolvidos projetos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Conforme o HC-UFTM, o primeiro caso de amiloidose por deposição de fibrinogênio — um acúmulo de uma proteína no rim que faz com que o paciente apresenta várias alterações e que pode evoluir para perda gradativa da função renal — descrito na América Latina foi resultado de pesquisas do núcleo, em 2010.

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Fonte: G1


10/04/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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