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No Dia Mundial da Atividade Física, veja que o HC-UFTM oferece pilates para complementar tratamentos de dor crônica; entenda a prática


Nesta quarta-feira (6) é celebrado o Dia Mundial da Atividade Física. E o pilates, que é um método de exercício físico e alongamento criado pelo alemão Joseph Pilates na década de 1920, que usa o peso do próprio corpo em alongamentos ou aparelhos que possibilitam aumentar a amplitude dos movimentos, é uma das possibilidades de cuidar da saúde. Em Uberaba, ele é oferecido gratuitamente no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM).

E para quem não conhece a prática, nesta reportagem são respondidas as seguintes perguntas:

  1. Como funciona o pilates no HC-UFTM?
  2. Quem pode fazer pilates?
  3. Quais são os benefícios do pilates?
  4. Como participar?
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1. Como funciona o pilates no HC-UFTM?

A prática é administrada como terapia complementar a tratamentos da medicina convencional, sob supervisão de uma fisioterapeuta. São disponibilizados 5 horários, nas manhãs de sextas-feiras, com 2 alunas em cada aula.

Os exercícios são feitos com a bola de equilíbrio, no colchonete e em 4 aparelhos: Step Chair, Ladder Barrel, Cadillac e Reformer. Cada um deles pode ser utilizado de diferentes maneiras, em movimentos lentos e precisos de flexão e extensão.

Paciente fazendo exercício com ladder no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

Paciente fazendo exercício com ladder no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

2. Quem pode fazer pilates?

Atualmente, em Uberaba, a turma está composta apenas por mulheres, mas todos podem fazer pilates, independente do nível da prática. A fisioterapeuta Ana Carolina Ribeiro Terra informou que os exercícios são adaptados às condições de cada um.

“A gente consegue pegar um público que vai desde uma pessoa com boa condição de prática, até uma senhora cheia de dores. E você justamente objetiva diminuir essa dor e melhorar esse condicionamento”, explicou.

3. Quais são os benefícios do pilates?

Paciente fazendo exercício com Cadillac no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

Paciente fazendo exercício com Cadillac no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

No hospital, a maioria dos pacientes busca atendimento devido à dor. Porém, o pilates trabalha o condicionamento geral do corpo.

“A pessoa sedentária, na maioria das vezes, alcança outros ganhos, como tônus muscular e força”, detalhou a fisioterapeuta.

Maria Aparecida dos Santos Sobrinho, de 66 anos, sofre de hérnia de disco cervical e é uma das praticantes do pilates. Ela contou que desde o início da prática sentiu uma melhora na qualidade de vida.

“Tive umas duas crises que doíam demais, custava a levantar, mas como tenho minhas obrigações para fazer, fazia com muita dor. Hoje, dor eu não tenho”, disse.

Assim como Maria Aparecida, Cleide Aparecida Nogueira, de 49 anos, contou ter notado uma melhora progressiva. Ela sofreu 2 acidentes, uma queda de moto que lhe causou sequelas na coluna em 1997 e um atropelamento em 2018. Nesse último, ela passou meses sem conseguir andar e precisou fazer sessões diárias de fisioterapia domiciliar.

“Comecei tudo o que me indicavam; falava: ‘tenho de melhorar porque estive à beira da morte’. Eu me vi morta, mesmo”, relembrou.

Ela começou o pilates em maio de 2021. Foi um longo processo até reaprender a andar, restabelecer o tônus muscular e ganhar equilíbrio. Agora, ela retoma aos poucos as atividades que fazia antes do acidente. “Nesse pouco tempo já estou tendo diferenças no meu corpo, conseguindo fazer coisas que eu não fazia”, afirmou.

Para obter os resultados, segundo o terapeuta ocupacional e coordenador do Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares (Nupic) , Paulo Estevão Pereira, é preciso que o paciente tenha adesão ao tratamento.

“É preciso ser ativo no processo de cura. É importante ter assiduidade nas sessões, confiar na terapia e no terapeuta, e fazer seu trabalho de autorreflexão”, orientou.
Paciente fazendo exercício com Reformer no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

Paciente fazendo exercício com Reformer no HC-UFTM — Foto: Luana Cunha/HC-UFTM

Tanto o oferecimento do pilates, como de outras práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS) é regulamentado por uma política nacional específica, oficializada em 2006 e atualizada em 2017 e 2018.

Na data, foram reconhecidas 29 práticas consideradas alternativas pela Organização Mundial da Saúde. O HC-UFTM reforçou que tais práticas, no âmbito do SUS, não são substitutivas da medicina convencional.

Para ter acesso aos serviços, é preciso de um encaminhamento ambulatorial da unidade ou do SUS.

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Fonte: G1


06/04/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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