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Operação ‘Libertas’: audiência de instrução de Pâmela e Paula Volp referente à tentativa de latrocínio dura 7 horas


Durou cerca de 7 horas a audiência de instrução de Pâmela Volp, Paula Volp e Thauana Araujo, referente à tentativa de latrocínio contra uma travesti, ocorrida em 2018, em Uberlândia. A sessão foi realizada na terça-feira (10), no Fórum da cidade. Esta fase serviu para ouvir as testemunhas, tanto de defesa, quanto de acusação, além das rés. Pâmela e Paula negaram conhecer a vítima da tentativa de latrocínio, enquanto Thauana ficou calada durante todo o julgamento.

Após a audiência , o Ministério Público tem 5 dias para as alegações finais. Depois desse prazo, o juiz profere a sentença. Se condenadas pela tentativa de latrocínio, a pena é de 24 a 30 anos de prisão, reduzida a um ou dois terços de prisão, por se tratar de um crime “tentado”.

Além da tentativa de latrocínio, Pâmela também é investigada por outros crimes relacionados à Operação Libertas, como associação criminosa e exploração sexual contra travestis.

A defesa de Pâmela Volp, o advogado Edson Carvalho Ferreira disse que a defesa sai “bastante triste” quanto à decisão do magistrado. Ele ainda disse à TV Integração que:

“Desde o primeiro momento que foi apreendida a documentação da casa da nossa cliente, a Pâmela Volp, não houve nenhuma abertura para que a defesa tivesse acesso a essa documentação, bem como aparelho de celular, documentos, que comprovam a inocência da Pâmela Volp. Isso foi requerido ao juiz e ele indeferiu que a defesa tivesse acesso a esse material e isso prejudica a questão da ampla defesa. O Gaeco assistido por 3 promotores cria toda uma fantasia que não existe e prende toda a documentação e cerceia a defesa de ter acesso aos autos […]”, comentou.

Já Anísio Gil, advogado de defesa de Paula Volp, disse que a audiência foi “além das nossas expectativas”. Gil também comentou que:

“As provas que antes não estavam judicializadas foram trazidas para o processo e elucidadas e, especialmente na participação da senhora Paula, não há participação alguma na autoria de nenhum dos crimes que estão lhe acusado, mas especificamente em uma suposta tentativa de latrocínio no ano de 2018, que veio a tona 4 anos depois. Diversas testemunhas narraram que a senhora Paula é uma pessoa de boa índole, de bom coração e jamais seria responsável por uma agressão”, detalhou.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Thauana Araújo.

O crime de tentativa de latrocínio ocorreu 2018. Na época, a vítima era uma travesti que veio de Catalão (GO) e fazia “ponto” na região próxima ao Motel Vegas, em Uberlândia.

“Três pessoas, que já foram identificadas, acompanhadas de outras duas não identificadas, chegaram de carro, abordaram essa travesti e já desceram agredindo”, detalhou o promotor Thiago Ferraz.

Ainda conforme a descrição do promotor, elas “desceram com barra de ferro, deram um golpe na nuca, a travesti caiu, e a chefe da organização começou os espancamentos com chutes e socos, deixando a vítima desacordada. Ela foi até a UAI [Unidade de Atendimento Integrado] Roosevelt, mas estava tão apavorada que fugiu de lá. Essas pessoas foram identificadas, duas já tiveram as prisões preventivas decretadas”.

No dia 8 de novembro de 2021, a exploração sexual de travestis e transexuais foi alvo de investigação na cidade. Na época, o Gaeco deflagrou a 1ª fase da Operação “Libertas”, que visava combater uma organização criminosa e, entre os alvos, estavam a ex-vereadora Pâmela Volp, a filha Paula Volp e Lamar Bionda.

Posteriormente, outras três fases da ação foram realizadas. Uma delas resultou na prisão de Paula Coco. Ela é suspeita de fazer a ponte entre Criciúma e Uberlândia.

Durante a investigação, Pâmela e Paula Volp foram denunciadas pelo MPMG, na mesma operação, por uma tentativa de latrocínio ocorrida em 2018 contra uma travesti, em Uberlândia.

Entre os delitos cometidos pela quadrilha estão: associação criminosa, exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, roubo, lesão corporal, homicídio, constrangimento ilegal, ameaça, posse e porte de arma de fogo.

Ainda segundo o MPMG, há relatos de que o esquema criminoso tenha iniciado em 1992 e, assim, já dura 30 anos.

O Profissão Repórter do dia 15 de março mostrou a vida das pessoas trans no Brasil, entre elas, em Uberlândia. Caco Barcellos e o repórter cinematográfico Luiz Silva e Silva acompanharam auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência que investigam a exploração sexual, as ameaças e as condições de trabalho em pensões e casas noturnas. Veja o vídeo abaixo:

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Fonte: G1


11/05/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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