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Pedreiro fica preso por dois dias em MG após ser confundido em blitz


Um morador de Nepomuceno (MG) ficou preso por dois dias depois de ser confundido com um homem procurado pela Justiça. Jonas de Oliveira, de 48 anos, foi detido depois de ser parado em uma blitz na BR-265 e ser comunicado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele. O caso aconteceu na semana passada e ele chegou a ficar em uma cela com 24 pessoas.

“De repente ele [policial] falou para mim que tinha um mandado de prisão pra mim. No mandado estava escrito que eu havia me apropriado de algo indevido e que eu era peão de rodeio. O meu endereço estava na cidade de Divinópolis. Eu falei, ‘policial, tem um equívoco nesse mandado. Não sou peão de rodeio, sou pedreiro’. Eu estava com a minha roupa de profissão, suja de cimento e até com a cabeça suja de areia”, relembrou.

Mesmo alegando ser um engano, ele foi levado para Lavras, onde fez exames de corpo delito, passou pela delegacia e depois foi levado para o presídio de Nepomuceno. Até que o engano fosse constatado, Jonas passou dois dias na cadeia e, além de dividir uma cela de 3 x 3 metros com outras 23 pessoas, teve a cabeça raspada.

Pedreiro fica preso por dois dias em Nepomuceno (MG) após ser confundido em blitz — Foto: Reprodução/EPTV

Pedreiro fica preso por dois dias em Nepomuceno (MG) após ser confundido em blitz — Foto: Reprodução/EPTV

“Eles conseguiram um pão amanhecido, um café gelado e margando, que na minha casa não tenho coragem nem de dar para cachorro”, disse.

“Até então eu estava na triagem, que é na prisão também, mas é do lado de fora que faz parte do presídio. [Depois] fui levado para dentro de uma cela, ai fiquei ainda mais assustado. É uma sala de no máximo 3 x 3 e ali dentro já tinham 23 pessoas. Eu era o 24º. Não tinha lugar para dar um passo para frente. Eu entrei, virei e sentei”, completou.

Segundo o advogado dele, o verdadeiro criminoso se chama Jonas de Arruda Oliveira e é natural de Poconé (MT). No entanto, uma abreviação do nome por parte do Ministério Público levou ao engano. O advogado diz que tomará medidas para reparar o dano moral.

“As providências que tomaremos são as seguintes: primeiro, uma ação de indenização por dano moral contra o Estado. Porque não tem que produzir prova nenhuma, a prova da culpa do Estado está no próprio processo. Segundo ato, nós vamos à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais denunciar essa gravidade e também o Ministério Público, e vamos denunciar no Conselho Nacional de Justiça, porque isso é uma atrocidade, quem vai reparar a imagem dele?”, disse o advogado Antônio Carlos Jacote.

Local em que pedreiro foi parado em blitz, em Nepomuceno (MG), e foi preso por engano  — Foto: Reprodução/EPTV

Local em que pedreiro foi parado em blitz, em Nepomuceno (MG), e foi preso por engano — Foto: Reprodução/EPTV

Após ser colocado em liberdade, Jonas está em casa e junto com a família. Ele diz que, agora, vai ter que provar para as pessoas que é inocente e foi inocentado.

“Vou me deparar com pessoas a partir de hoje, que vão olhar para o Jonas e não sabem que eu fui inocentado. A gente é inocente e tem que provar que é inocente. Isso é o pior. A pior coisa que existe é você saber o que não fez e ter que provar para a Justiça que não fez o que está sendo acusado”, lamentou.

A produção da EPTV, afiliada Rede Globo, entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), com as polícias Militar e Civil e também com o Ministério Público. Até a última atualização desta reportagem, nenhum retorno foi enviado.



Fonte: G1


14/02/2022 – Paranaíba e Máximus FM

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